Anfarmag Rio capacita profissionais do segmento magistral
A Anfarmag Rio realizou, no dia 6 de março, um evento voltado para profissionais do segmento magistral. A entidade reuniu em um mesmo local, para palestrar, o delegado da Delegacia de Repressão a Crimes contra a Saúde Pública (DRCCSP), Fabio Cardoso; o chefe de fiscalização de produtos para a saúde da Superintendência de Vigilância Sanitária do município do Rio, Paulo Maurício Ballado; e o chefe de fiscalização do Conselho Regional de Farmácia do Estado do Rio de Janeiro (CRF-RJ), Marcos Alves.
 Vice-presidente do CRF-RJ, Marcus Athila, abre o evento, ao lado da presidente da Anfarmag Rio, Luciana Colli
O primeiro a falar foi Marcos Alves, do CRF-RJ. Em sua palestra, Alves destacou as transformações pelas quais o departamento de fiscalização do Conselho passou nos últimos dois anos, o alto grau de regulação do segmento de farmácias e a estabilização do crescimento do setor magistral. Em 2008, havia 273 estabelecimentos magistrais registrados no CRF-RJ. Em 2009, esse número subiu para 277. Em 12 meses, apenas quatro farmácias se inscreveram no Conselho.
 Marcos Alves, chefe de fiscalização do CRF-RJ
Alves alertou os farmacêuticos para a leitura do termo de visita, apresentado pelo fiscal, antes da assinatura do documento. Ressaltou que o Conselho não autua por vontade, mas porque obedece à legislação em vigor. “A presença do farmacêutico, por exemplo, deve ser física. Não temos como aceitar contatos via telefone ou vídeo conferência. Isso não existe. É inaceitável”.
Uma boa notícia: “A maioria das farmácias de manipulação está em dia com o Conselho. Isso é uma característica deste segmento”, disse Alves. Na Zona Sul do Rio de Janeiro, os farmacêuticos estão mais presentes, fato atribuído ao maior grau de instrução da população, que conhece seus direitos e cobra por eles.
Em relação à ausência do responsável técnico, Alves lembrou que o CRF-RJ deve ser comunicado até cinco dias após o afastamento, em caso de doença, acidente pessoal ou óbito familiar. Quando se tratar de cursos e participação em congressos e feiras, esse prazo é de até um dia antes da ausência.
Em seguida, falaram o representante da Visa Municipal, Paulo Mauricio Ballado, e o delegado da DRCCSP, Fabio Cardoso.
 Paulo Mauricio Ballado, Visa Municipal; Marcos Alves, CRF-RJ; Luciana Colli, Anfarmag Rio; Fabio Cardoso, Delegacia de Repressão a Crimes contra Saúde Pública; e Marcus Athila, vice-presidente do CRF-RJ
Setor tem crescimento estagnado Para a presidente da Anfarmag Rio, Luciana Colli, o segmento magistral não está crescendo devido ao aumento das restrições impostas pela RDC 67. Segundo ela, os empreendedores sentem-se intimidados e com receio de investir no setor. “Um empresário precisa de condições hóspitas para começar o próprio negócio. As imposições sanitárias, apesar de importantes, acabam desanimando”, comentou.
 Anfarmag Rio vai continuar capacitando profissionais
Atualmente, para abrir uma farmácia magistral, o empreendedor precisa de um capital inicial de, no mínimo, R$ 150 mil. Além da estrutura física, deverá de imediato contratar um responsável técnico e um contador. “É importante lembrar que a farmácia vai ficar fechada até que a licença saia, e isso pode levar de oito meses a um ano. Até lá, o capital deverá ser o suficiente para sustentar o estabelecimento com as portas fechadas”, ressalta Luciana.
A Anfarmag Rio vai manter a linha de promover eventos de capacitação, principalmente porque a legislação muda com muita frequência.
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